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16/12/11 - Unidades Móveis - Um mercado em evolucão

O mercado de unidades móveis no Brasil está aquecido em função da proximidade
de grandes eventos como a Copa do Mundo 2014 e as Olimpíadas no Rio de Janeiro em 2016. É um
nicho com muitas particularidades e soluções diferenciadas. Os equipamentos e infraestrutura de
interconexão tem características interessantes sendo as mais relevantes: peso e densidade de conexão.
Isso fica muito claro pela miniaturização dos equipamentos nos últimos anos e a adoção de padrões
que permitam maior adensamento.

Normalmente relegado ao segundo plano, o cabeamento é absolutamente fundamental para o bom
desempenho das unidades móveis HD. Em muitos projetos ele é deixado de lado até que os gestores e
engenheiros responsáveis se dão conta do volume de cabos que uma UM (Unidade Móvel) demanda.
Neste momento fica muito claro a importância de fazer a escolha certa. Um cabo RG59 miniatura
SD/HD, por exemplo, pesa 65% menos do que um RG6 digital. Para se ter uma ideia mais nítida da
relevância deste dado, usar o cabo adequado em uma UM pode significar uma economia de algumas
centenas de quilos no peso final do veículo. Para referência, uma UM de médio porte chega a consumir
cerca de 3 km de cabos, falando apenas da parte de vídeo. Importante destacar que um cabo miniatura
de alta qualidade tem uma performance fantástica, conseguindo trafegar sinal HD em 1.5 Ghz por 65
metros sem perda, ou seja, a economia deve ser centrada no peso e jamais na performance.

O raciocínio feito sobre os cabos vale também para os conectores. É de suma importância a utilização
de produtos que atendam as especificações de transmissões em HD. Conectores BNC de alta qualidade
são recomendados para garantir a integridade do sinal e a qualidade da conexão. Pode parecer óbvio
a primeira vista, mas usar conectores que não são adequados para o cabo em questão pode gerar mal
contato e consequentemente perda de qualidade do sinal, afetando a UM como um todo.

Outro fator interessante são os painéis utilizados nas UMs. Faz alguns anos que a indústria de
broadcast adotou como padrão os patch panels de áudio bantam e os patch panels de vídeo midsize
por aumentarem o adensamento das conexões. O foco é garantir o máximo de espaço para os
equipamentos e movimentação dentro da unidade. Estes padrões aumentam o adensamento por
unidade de rack em relação aos patch panels convencionais. No caso dos patch panels de áudio
ele dobra e aumenta em 50% nos patch panels de vídeo. Uma outra novidade que esta cada vez
mais presente no mercado são os painéis em ângulo para as conexões externas das UMs, como
destaca Junior Danieletto da D2 Vídeo Produções: “O uso dos painéis em 45 graus prolongam
significativamente a vida útil de nossos cabos de fibra”. Isso vale também para os cabos do padrão
Triax.

Além disso, existem alguns outros acessórios de grande importância para as UMs, como as
enroladeiras. Algumas fabricadas com componentes que visam a performance e baixo peso, como as
da marca alemã Schill que desembarcou recentemente no Brasil, são especialmente projetadas para
atender as necessidades da indústria de broadcast. Leves e resistentes elas também tornam a vida
dos profissionais que lidam com os cabos menos penosa, facilitando o manuseio e armazenamento.
Como reforça Mario Santi da empresa ProgramaSom: “As enroladeiras tornam o uso dos cabos no dia
a dia muito mais prático”. Especialmente importantes para o bom uso dos cabos de câmera de fibra
optica, as enroladeiras prolongam a vida útil deste material e evitam rompimentos, uma vez que elas
impedem a torção gerada nos cabos quando armazenados no tradicional formato “oito”. Seu uso, tanto
para cabos de câmera, cabos de áudio, elétricos e de rede é altamente recomendável para otimizar
espaço e tempo nas unidades móveis.

Versatilidade é a palavra chave quando se trata de estrutura e conectividade para uma UM. O
equipamento deve ser otimizado para o trabalho em campo, mas ao mesmo tempo ser leve e
resistente. Com o avanço dos compostos e materiais utilizados pela indústria, a relação entre peso e
resistência fica cada vez mais relevante. Hoje o broadcast trabalha com fibras ópticas extremamente
robustas, geralmente encapadas de poliuretano e reforçadas com Kevlar e esse avanço nos materiais
utilizados permite prolongar a vida útil dos equipamentos em campo. As versões táticas das fibras,
oriundas do desenvolvimento militar, oferecem menor peso em relação aos cabos coaxiais e podem
levar qualquer tipo de sinal a uma distância muito superior, sem perda e sem sofrer interferência
eletromagnética. Junte a isso alguns conversores de mídia e as possibilidades são imensas.
O campo das UMs no Brasil é bastante promissor e o mercado tem mostrado uma
demanda voraz por esse tipo de estrutura. É de suma importância que os profissionais envolvidos
nestes projetos fiquem atentos nas escolhas dos equipamentos e infraestrutura. “As unidades móveis
são estruturas de alta performance que representam um investimento substancial, portanto o cuidado
no planejamento e na seleção de fornecedores para os equipamentos e execução é fator determinante
para um bom resultado” lembra o engenheiro Maximo Medina da Nemal do Brasil.



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